Friday, January 05, 2007

Saturday, December 23, 2006

Friday, September 29, 2006

Saturday, April 01, 2006

Dirigia-me para a porta de entrada e vi-te.. Não queria acreditar..

- Olá - disse
- Preciso de falar Inês - disseste com medo
Entregaste-me aquele ramo de rosas, como fazias quando o dia me corria mal e tentavas arrancar-me sorrisos ..
.. Como me conheces bem .. e como isso resultava...
Fomos para o sitio onde estivemos vezes sem conta ..
Não falámos para onde iríamos .. fomos simplesmente ..
Sempre foi assim .. onde um acabava o outro começava..
Sentámos no banco que parecia estar feito à nossa medida e olhámos o horizonte ..
Passaram minutos .. não sei bem quantos .. por fim disse:
- Fala..
Não era preciso responderes, sabia exactamente o que ias dizer...Tantas foram as vezes que tentava quebrar esse nosso silencio com essa frase e sempre me respondeste do mesmo jeito:
- Não quero falar, quero só estar aqui, a sentir-me feliz ctg ..
Aí a minha capa caiu.. a capa que construi para me proteger do mundo, das pessoas de quem gosto.. mas contigo nunca funcionou..
Fazes-me sempre acreditar no teu 'vai correr tudo bem' e sem defesas confio em ti ás cegas ..
Mas desta vez o teu amor doeu.. não o podia aceitar.
Sempre a orgulhosa que sou engoli as lágrimas para que não saíssem nesse instante, não podia deixá-las escapar..
O meu lugar já não era ali, aquele banco já não nos pertencia..
Senti-me perdida a precisar de um abraço que não existia..

Fui embora...
Não me tentas-te impedir...
Não podias e eu não o queria...

Olhei para trás e vi-te chorar
Percebi então o que queria dizer a palavra adeus.
Percebi como ela magoa .



Porque nada sei se não te souber..
Porque preciso que o teu tempo seja o meu também..

Thursday, March 30, 2006

Queria-te dar um beijo, daqueles recheados de tudo aquilo que nos fazia bem.
Queria-te oferecer o nosso mundo espelhado na minha mão, onde cabíamos lá pois tínhamos as medidas certas.
Queria-te dar um rasto da minha fragrância para teres dentro de ti, e fazer com que esse cheiro não se dissipasse dai.
Queria-te deixar de escrever. Queria-te deixar de te reflectir nestas palavras que vão me vão fazendo sentir mais livre, mais pura.
Queria-te dizer ao ouvido que estou bem, que não eras tão importante ao ponto de não conseguir ultrapassar a tua distância mas tão importante na mesma (ou mais do que eu pretendia) para que te esteja a escrever continuamente, na mesma onda, com a mesma saudade. Então a tua importância é nula e forte. Mais contrastes.
Queria-te perguntar se ainda te lembras de mim, se ainda te lembras de ti.
Encontrei-me a pensar em ti. Com tantos pensamentos bonitos que poderia ter estava sei lá como a relembrar-te. Eles falavam de uns tais tempos passados de quando o meu sorriso enchia uma casa, uma alma de quando sorria por gosto, com vontade, e eu lembrei-me de ti, da cor bonita dos teus olhos, do teu cheiro entranhado na minha roupa, na minha pele. Fui percebendo que ainda te amo, porque só se ama uma vez. Pronto, não sei se é amor pelo menos uma obsessão pequenina tenho a certeza que é. Ou talvez seja grande. Maior do que aquilo que queria. Percebi também que nunca me tinha esquecido das palavras pequenas e rápidas que disses-te baixinho naquela tarde quando me fui embora. E já passou muito tempo, algum tempo, não o suficiente para conseguir esquecer o teu rosto. Dessa vez quando percebi que ainda relacionava imensas coisas a ti.

28-06-2006

...mais um sonho desfeito, mais uma queda, mais uma curva imprevista neste meu caminho que me fez sobreviver. Desculpa, mas não consegui seguir em frente. As nossas discussões estão demasiado frescas. A verdade é que te dei o meu coração há algum tempo, sem sequer me aperceber inteiramente desse facto...mas tu não podes-te tornar-me na prioridade que merecia ser na tua vida, por isso não resultou... entre problemas que superamos e outros que não conseguimos ultrapassar... por isso acabámos por magoar-nos a ambos, por isso sinto que te devo um pedido de desculpas e aceito as tuas....Talvez seja precisamente o que falhou desta vez.... São dias como este que me fazem achar que não vale a pena. Que nada vale a pena. Desculpa mas hoje não consigo dizer como foste especial, muito especial para mim... Só me apetece dizer que te odeio. Apetece-me berrar. Gritar. Chorar. Mas não berro. Não grito. Não choro. Não adianta... Perdi a esperança em ti... Em nós. Chegou o fim... Existe sempre um fim... Chegou. É o momento dele. Tem que ser. Amei “estar” contigo... Porque desde que os teus lábios tocaram os meus que o mundo assumiu cores diferentes. Porque nada jamais será igual. Porque esperei... Delimitei um prazo, escondido de ti, para o fim ou o começo de nós. E foi o fim. Aconteceu... Quiseste assim. Sem o saber. Quiseste. Escolheste. Desculpa. Não tive culpa, tentei transmitir que assim não queria. Não compreendeste. Não soubeste escutar as palavras surdas que te enviei com o olhar... Não sabes que te quero, não compreendes que me modificaste... Foi bom. Adorei... Todos os momentos, mesmo aqueles em que te magoei, em que me magoaste,... Adorei tudo. Tudo. Tudo. Tudo. Sempre. Quis que fosse diferente, desculpa se não consegui... Mas é só para saberes que marcaste a vida desta menina pequenina que não sabe demonstrar quando gosta, que tem medo, muito medo. Só para saberes que em todos os momentos de nós, que me entreguei totalmente. Que fui tua. Só tua. Que me tiveste para ti, que me empurraste de ti, que me fizeste acreditar, que realmente gostavas de mim, que me disseste que “acabou”, ou melhor, que começou, mas sem ser comigo. Tu. Mas quero tentar deixar-te ir. Deixar-te partir. Fazer com que vás. Desculpa! Vou lembrar-te para sempre. A única pessoa que me fez sentir que quando estava dentro de mim era mais do que isso. A única pessoa que me olhou com o olhar que tu me olhas-te... A única pessoa que me fez trocar a estabilidade... Tu. Fizeste com que deixasse a minha vida já traçada e planeada. Só para te ter. Só para te sentir. Só para demonstrar o quanto é verdade a paixão que sentia por ti. E não sei como foi possível... tudo. Todo o desejo que me fizeste sentir... Quando me apaixonei por ti? Quando deixei de estar um único momento sem pensar em ti? Quando? Não sei... Nem quero saber. Espero conseguir lembrar-te apenas como uma recordação... Quis gritar, dizer, demonstrar que assim me ias perder... Mas não consegui. Quis dizer que queria que fosses meu, só meu, mas não foi eficaz o me grito de socorro. Foi mudo. Não ouviste... Desculpa. Não consegui fazer com que me ouvisses. Provavelmente não vais perceber as minhas palavras... Não faz mal. Disse-as. Estão escritas, ninguém as pode apagar. São fruto deste tempo... Em que te desejei, em que te odiei, em que te quis, em que te magoei... Fruto de nós. Do breve tempo em que nos tivemos. Do tempo... De mim. Da menina sensível que chora, que exige, que quer, que amua, que é inconstante e que magoa. Da menina que não quer crescer. Que precisa que a protejam, que a compreendam, que a queiram mais que tudo... De mim. Mas mesmo que passem mil anos vou lembrar, sempre que fechar os olhos, o teu sorriso para mim, o teu olhar que diz que “gostas-te” de mim, o teu abraço que me aperta o coração... Vou lembrar tudo. Tudo. Porque adorei. Desculpa... Perdoa-me. Adoro-te. Ouve as músicas mesmo que as aches parvas, nem que seja só uma vez, porque as sinto, porque cada uma delas tem pedaços de mim, do que senti por ti... de nós...ainda te adoro.. muito até.. mas se não resulta vou continuar a minha vida e seguir em frente. Continua-la....
Beijos. Muitos. Porque espero que a tua ausência facilite o meu desejo de não te deixar. Adoro-te, mais uma vez...
Quero, quero que sejas muito feliz, assim, como não conseguimos ser os dois, assim, como eu queria ter sido contigo...!







Inês Marques
28-Junho-05







[ É antigo, mas apeteceu-me .. e estou sem imaginação hoje :s ]

Monday, March 27, 2006

Estava demasiado habituada a ti. Verdade que ao principio estranhei-te, senti a tua falta e a tua ausência chegou até a tentar sufocar-me. Se a escolha fosse minha tu desaparecias para ser mais fácil para mim, para não ter que ver a tua felicidade sem mim todos os dias. Agora já não fazes falta, já não interessas. O amor que dizias ter por mim desapareceu tão ou mais depressa que qualquer sentimento bonito que tinha por ti. Não, não vou dizer que te odeio e coisas assim, só que por ti há sentimento, tu já não existes, não es nada.
Foste a areia que sempre me escapou por entre os dedos. O horizonte que não consegui alcançar. A tela que tentei pintar vezes demais. A oração que não quiseste ouvir. Foste tudo isso. O sorriso. A lágrima depois. O riso. O desespero. A razão. E ainda mais o coração. Foste o olhar, o beijo e foste as palavras encadeadas em conversas difíceis de terminar. Foste tudo isso. Talvez mais. Decerto demais.

Sunday, March 26, 2006

João ...

... Adoro-te.
Simplesmente, sem explicações, sem pressas, sem porquês. Tão inevitavelmente como a manhã adora o sol que a faz dia .. Ou como o ar adora o vento que o abraça e conforta .. E como o mar adora a chuva que o completa. Adoro-te como uma criança adora o arco-iris que a luz do sol desenha a 7 cores num ceu de Outono. Como o som adora a musica que o molda e propaga.. Adoro-te com a imponência das mais altas montanhas e com a suavidade das mais delicadas flores. Com a vivacidade de um sol de Verão e o romantismo de uma noite de luar.. Adoro-te com tudo o que sou. Em todas as minhas facetas conhecidas, profundas, misteriosas, superficiais.. com todas.. todas elas sao eu, e todas sentem saudades tuas quando tu nao estas. do teu sorriso, do teu olhar, das tuas palavras, do teu carinho, do toque dos teus dedos na minha pele.. Gosto de ti pelas tuas qualidades. Adoro-te pelos teus defeitos, pelas tuas pequenas falhas. Porque posso ouvir-te, consolar-te, apoiar-te.. Porque estas sempre ali quando eu preciso de conforto ou simplesmente da tua presença ao meu lado.. Porque es tão dono de ti, e ao mesmo tempo tão meu..
Porque cada dia que passa, eu Adoro-te mais..


'Es aquela pessoa ..'



[ texto estupido, só para dizer que te adoro, João. ]

Saudades

Tenho saudades daquelas alturas em que tudo era fácil. Em que me era permitido sonhar, e mais que isso, me era permitido realizar todos os meus sonhos.
Tenho saudades da minha imaginação sem barreiras, e da minha ingenuidade que me deixava sonhar com tamanha imaginação.Tenho saudades de me excitar com as coisas banais da vida, e daqueles pormenorezinhos que vendo bem agora, é que lhe davam um toque especial.Tenho saudades dos tempos em que a minha felicidade dependia de coisas tão fáceis como um simples rebuçado de morango.Tenho saudades daquele baloiço me dava asas e me fazia voar...Do chocapic mole no leite, e da “Heidi” que eu sempre detestei.Saudades de cantar as musicas do “Atirei o pau ao gato” e de brincar as mamas e aos papas. Saudades daqueles amigos que tantos nos viam como heróis, como nos punham amuados o dia todo. Daquelas mentirinhas demasiado teatrais que não enganavam ninguém, excepto a nós próprios. Dos “Ursinhos Carinhosos” que me faziam acordar ás 8h da manhã, e do algodão doce cor-de-rosa.Tenho saudades do tempo em que o mundo girava a nossa volta. E daqueles risos altos, quase histéricos...
Tenho saudades do tempo em que tu fazias parte de mim. Em que cada adoro-te dito, era dito com emoção. Em que cada abraço era dado espontaneamente. Saudades daquela altura em que só as tuas palavras me tranquilizavam. Em que o teu sorriso me punha a sorrir também. Em que uma simples palavra me impedia de chorar...